"A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... - mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço...
Só - no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só - na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada."
(Cecília Meireles)
22.3.05
16.3.05
Transpiro-te
Faltava-me o ar
Nessas noites de suor
Faltava-me o sonho
Nessas noites de pesadelos
Faltava-me o aconchego
Nessas noites solitárias
Faltava-me o boa noite
Nessas noites de silêncio
Faltava-me o cheiro
Nessas noites inodoras
Faltava-me acordar
Nessas noites onde só durmo
Agora transpiro-te
O que era dor,
Agora passo a chamar amor
E o que era falta,
Agora passo a chamar presença
Transpiro-te e adormeço.
Nessas noites de suor
Faltava-me o sonho
Nessas noites de pesadelos
Faltava-me o aconchego
Nessas noites solitárias
Faltava-me o boa noite
Nessas noites de silêncio
Faltava-me o cheiro
Nessas noites inodoras
Faltava-me acordar
Nessas noites onde só durmo
Agora transpiro-te
O que era dor,
Agora passo a chamar amor
E o que era falta,
Agora passo a chamar presença
Transpiro-te e adormeço.
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